Moçambique completou no dia 25 de Junho, do ano em curso, 45 anos de independência por um lado e dependência por outro.
De facto, há 45 anos que mandamos embora o colono e proclamamos a independência, é de louvar a bravura dos nossos guerreiros e dos letrados da época que também contribuíram com a sua sabedoria para que chegássemos à independência, mas porque a independência vai além desta, importa referir que, enquanto à condição de pessoa livre, de quem não deve obediência a alguém; (estado do que não depende de: independência financeira, emocional e espiritual) infelizmente somos dependentes.
Os insurgentes em Cabo Delgado, não deixam as pessoas livres, nós devemos obediência aos nossos credores, nós dependemos muito de outros países.
Temos muita comida (minérios), mas não sabemos cozinhar, devem vir pessoas de fora para cozinharem para nós, por vezes até levamos a nossa comida para ser cozinhada fora, a energia sai daqui, vai para África de Sul e volta de novo à Moçambique já processada, enfim somos dependentes em muitas coisas...
Com isso tudo, ficam grandes desafios para que a nossa independência seja "efectiva", por serem vários, vou destacar dois que considero cruciais para a nossa independência: a capacidade de garantir auto-sustento e a autonomia financeira.
Termino com o exemplo de um filho, que cresce, fica independente, constrói a própria casa, deixa de depender dos pais, constrói a sua própria família, cuida dos filhos e na melhor das hipóteses, até passa a cuidar dos pais, ou seja, os pais passam a depender desse filho, dado o seu nível de desenvolvimento.
Orá, a Independência de Moçambique, podia a meu ver seguir este parâmetro, que Moçambique, pare de depender dos outros países para quase tudo, que crie o próprio sustento e que tenha autonomia financeira, o estado deve estar em condições de reger condutas políticas e administrativas sem qualquer interferência externa.
Moçambique é grande, tem 45 anos (Pós-"independência"), mas ainda é bastante dependente, temos que lutar para o nosso auto-sustento e para que nossas acções ou decisões como um estado, como uma nação, não sejam influenciadas pelos agentes externos.
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