João Fidalgo.
Recensão do Texto de Porfilio Piedoso ao se debruçar sobre o Uso de Versículos Bíblicos para Fins não Bíblicos (Meméticos). Em alusão ao seguinte texto: *Beberás mas não engrossaras de tanto correr.* Mahindra 4:1
Porfilio Piedoso, para além de Catequista, é Compositor, Revisor e etc, cuja área de Formação é Administração Pública, e ao longo dos anos ele tem dedicado algum do seu tempo para reflectir em torno de vários temas religiosos, muito em particular na sua Página do Facebook com o nome *Tu es Petrus* cujo link é: (https://m.facebook.com/Petrus.Apostolum/photos/a.109290664088941/122544769430197/?type=3&source=48&ref=bookmarks) e conta do Instagram (https://www.instagram.com/p/B_5tnWonHaF/).
No texto em questão, Piedoso, começou por apresentar duas perspectivas de análise (do discurso e dos princípios da moralidade das escolhas e acções humanas). Na análise do discurso, afirmou que, o trecho "memético" (com estrutura de versículos bíblicos, para fins não bíblicos) evocava *caricatura* e *paródia*. De seguida, avançou com a explicação de caricatura, tendo afirmado que: ao usar uma estrutura/forma de citação de um trecho bíblico para um conteúdo não bíblico, associava-se a imagem do livro sagrado ao conteúdo do meme em questão. E que tal associação tinha o potencial de corroer a boa imagem e a dignidade do livro sagrado e, por conseguinte, o respeito devido ao mesmo, aos olhos de muitos, por conta da futilidade do conteúdo envolvido. E para exemplificar disse que era como se alguém se servisse da forma usada para confecção de bolos para fazer um bolo de lixo degradado ou, quem sabe, de fezes! Entretanto, Porfilio foi mais além dizendo que quem decidisse fazer uma caricatura de alguém ou de algo podia escolher pintar características específicas que criassem uma imagem que resultasse numa ridicularização da coisa original... E nos colocou a seguinte reflexão: "Tentemos pensar no tipo de imagens que memes daqueles são capazes de criar a respeito da bíblia no imaginário das pessoas. Se for algo que contribui para o respeito e a valorização do livro sagrado, força aí!" foi com essa retórica que Porfilio encerrou a primeira perspectiva e partiu para a segunda (paródia), aqui ele foi logo afirmando que está se encaixava melhor no assunto em questão, sem rodeios partiu para um exemplo que segundo ele ia ajudar a perceber a paródia, orá "quando alguém decide encaixar letras engraçadas, escarnecedoras ou, até, insultuosas à melodia de certa música ou canção". Aqui Porfilio também foi mais além e disse que muitos humoristas gostavam desse recurso. Aprofundando o exemplo mencionou os Tunezas, onde afirmou que eram bons nesse recurso. E mencionou também Anselmo Ralph, em alusão a uma paródia que aparece na música intitulada "Se Tu Não Me Queres". Dito isso, afirmou uma vez mais que a associação desse conteúdo a uma obra específica podia resultar em danos para a imagem da obra em questão, e logo de seguida questionou o seguinte: que efeito poderíamos esperar da associação da bíblia com memes como a de Mahindra sobre a imagem do livro sagrado? Retorquiu dizendo que: se fosse uma imagem positiva que isso projectava do nosso livro sagrado, dava muita força! Foi assim que terminou a segunda perspectiva, propositadamente ou não, Porfilio voltou a terminar uma perspectiva com uma retórica e reflexão.
E já nas conclusões, começou por apresentar a seguinte guisa: para os católicos, todas as decisões ou acções (pequenas ou grandes, banais ou sérias) são passíveis de uma avaliação moral (quase objectiva). Retocou um pouco mais a parte das decisões com os seguintes termos: em todas as decisões temos um *sujeito que faz escolhas, visando alcançar uma finalidade, e essas escolhas têm o objecto e ocorrem em circunstâncias determinadas e tem as devidas consequências/efeitos* e porque grandes mestres dão sempre últimos retoques, acrescentou três critérios usados conjuntamente para avaliar moralmente uma decisão: começou pelo *objecto escolhido*, partiu para *a intenção ou finalidade do sujeito* e ultimou com *as circunstâncias e/ou consequências (reais ou potenciais) da escolha.* e terminou assim a sua obra, aliás grande obra.
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